Carnaval

postado por Iloma Sales @ 6:53 AM
6 de março de 2014

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Carnaval

postado por Iloma Sales @ 7:18 AM
28 de fevereiro de 2014

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Bailarina

postado por Aziz @ 9:00 AM
11 de fevereiro de 2013


Coisas que muitos gostariam…

postado por Simanca @ 8:56 AM
10 de fevereiro de 2013


Coisas que muitos gostariam…

postado por Simanca @ 2:00 PM
21 de fevereiro de 2012


Coisas que…

postado por Simanca @ 10:45 AM
18 de fevereiro de 2012


Tsunami

postado por Simanca @ 10:45 AM
18 de fevereiro de 2012


Abadá 2012

postado por Simanca @ 5:37 PM
7 de fevereiro de 2012


Salvem os jegues!

postado por Simanca @ 10:53 PM
16 de fevereiro de 2010


A triste vitória dos jeguicidas

postado por Simanca @ 4:14 AM
16 de fevereiro de 2010

Texto de Roberto Albergaria*

Desgraceira: os organizadores da tradicionalíssima Mudança do Garcia se comprometeram a eliminar os jumentos da fuzarca no ano que vem. Pediram arrego – face à intimidação dos novos censores que se atribuiram a elevada missão de disciplinar os costumes baianos. Foram pressionados a assinar um trágico TAC jeguicida. Sentença de morte da festa!

Caíram na arapuca montada para pegar todos os jegues & jegueiros festivos do momento. Adiante, os dogmáticos de plantão acabarão com a burricada dos casamentos-na-roça, do Dois de Julho e assim por diante – até chegarem, em uma nova investida, à “excomunhão” dos piedosos bichinhos do Bonfim.

Triunfo do parcialismo e do juridismo dos disciplinadores-doutrinadores que cabalaram tal medida proibicionista. Em seu radicalismo elitista, acabaram com a brincadeira do povão. Em seu exclusivismo, não levaram em conta a diversidade de opinião dos demais estudiosos da nossa República das Letras. Pensaram como Donos da Verdade, agiram como Donos do Poder. Não encaminharam seus pré-julgamentos para nenhum juiz, ignoraram o princípio do contraditório etc.

Absurda justiça sumária! Pois como pode a vontade singular de um promotor açodado (partidário do “abolicionismo animal”) representar a posição oficial do Estado? Não é o Estado Democrático o espaço da universalidade, da pluralidade dos princípios morais?

Como pode o capricho das dirigentes de duas estrepitosas ONGs sintetizar o pensamento das variadíssimas tendências do nosso Ambientalismo? Como pode a sub-comissão dos direitos dos animais da OAB falar em nome de todos os advogados de todas as áreas da Ordem? A “questão do jegue” não extrapola largamente o domínio deste algo ainda exótico biodireito?

Ora, o pensamento de uma Parte foi tomado, ilusoriamente, como o interesse do Todo. Que se danem a democracia, a cultura e a história baianas! Vitória tortuosa e espetaculosa de ongueiros que passam o ano inteiro amoitados. Nada fazem pelos desvalidos jumentos do interior – tampouco ligam para o abuso dos nossos companheiros orelhudos que penam no transporte pesado durante o ano inteirinho nas periferias soteropolitanas.

Equivocados defensores da Natureza que não passam de destruidores da Cultura. Auto-engano da meia-ciência de uma arrogante elitezinha estrangeirada, “política e ecologicamente correta”, que se quer superior intelectual e moralmente ao resto dos baianos. Barbaridade travestida de Civilidade!

Novos mandamentos fundamentalistas-xiitas culturalmente desinteligentes e civicamente deseducativos. Pois o cidadão comum só pode interpretar tais despóticas “desmedidas” como mais um exemplo da velha opressão estatal que vem infernizando o Carnaval Popular desde a proibição do Entrudo. A pressão da micro-minoria superorganizada, prepotente e belicosa destes “iluminados” se traduzindo como opressão da maioria desorganizada, pacífica, folgazona – impotente face a tantos seguidos desmandos…

Atos descabidos que só aborrecem as pessoas sensatas e sensíveis da terra. Animais racionais de espírito aberto, majoritariamente – capazes de ser motivados por um ideal de convivialidade mais saudável, criativa e amical entre as variadas “criaturas de Deus”. Todos compreendendo que estes nossos parceiros históricos já são quase uma espécie em extinção. Formando um rico patrimônio naturo-cultural que, ao invés de ser ainda mais ameaçado, deveria é ser revitalizado! O que implica combater os maus-tratos dos bichinhos, evidentemente.

Mas o espírito deste amplo e ponderado cuidado não cabe na cabeça dura dos jeguicidas-liberticidas da americanizada moda animalista-anti-especiesista de hoje. Antolhados que estão condenando nossos irmãos de quatro pés a uma periclitante ociosidade, como já vem acontecendo no sertão. Perigo de que, nos próximos Carnavais, só restem na cidade uns raros jeguinhos tristinhos nesta prisão infernal que é o Zoológico. Como já acontece com suas priminhas zebrinhas…

*Roberto Albergaria – Antropólogo, doutor pela Universidade de Paris III e
professor aposentado da Universidade Federal da Bahia.

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